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sábado, 10 de novembro de 2012

Parto natural e aleitamento materno, como ações de prevenção ao câncer de mama



Que o parto natural e amamentação fazem bem para saúde do binômio (mãe e filho), não é novidade para ninguém e sei que o outubro rosa já passou, mas a prevenção do câncer de mama não pode ficar restrita apenas ao mês de outubro, sendo assim, por que não unir parto, amamentação e câncer de mama?

Então vamos lá. Quando uma mulher entra em trabalho de parto como já vimos no post Para mudar o mundo é preciso mudar a forma de nascer, a mulher libera uma quantidade enorme de ocitocina.

Este hormônio não age apenas nas contrações uterinas na hora do parto, ele também provoca contrações das glândulas mamarias, causando um tipo de inflamação destas glândulas, que serve como estimulo para produção de outro hormônio, a prolactina, que é responsável pela produção de leite, ou seja, o parto natural estimula a produção de leite e consequentemente, o aleitamento materno.

Assim, como existem fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de mama, existem fatores que previnem  o desenvolvimento da doença, sendo que o aleitamento materno é um destes fatores.

Isto mesmo! Uma mulher que amamenta por no mínimo seis meses cada um de seus filhos reduz em até 7% a incidência de câncer de mama, estes dados são fruto de uma pesquisa realizada no centro de pesquisa do câncer da Grã-Bretanha, na qual o intuito era descobrir porque em países pobres o índice de câncer de mama é tão inferior a de países ricos (www.bbcbrasil.com).


Não quero dizer que mulheres que tem ou tiveram seus filhos por parto cesárea, não conseguem amamentar, mas apenas 5% destas mulheres conseguiram amamentar seus filhos na primeira hora de vida, isto ocorre porque a mulher tem que esperar seu corpo produzir todos os hormônios necessários para ter uma amamentação eficaz após o parto, o que não acontece em um parto natural onde à produção hormonal ocorre simultaneamente.

O tempo necessário do estimulo hormonal até a produção de colostro em uma mulher que teve cesárea é em torno de 12 horas e este tempo já é o suficiente para mulher acreditar que não pode amamentar, sendo que este estado emocional interfere na produção do leite, como vimos no post Amamentação: o resgate do poder feminino, além disso, durante este período ocorre a primeira refeição do recém-nascido com leite artificial, dificultando ainda mais um aleitamento materno eficaz.

Não podemos esquecer que o câncer de mama é a doença com maior índice de morbi-mortalidade entre as mulheres e que alguns fatores de risco não tem como evitar, como antecedência familiar, então as mulheres deveriam ao menos possuir algumas atitudes que auxiliam na prevenção desta doença.

Dentre estas atitudes podemos citar, consumir alimentos naturais e de preferencia orgânicos, porque os hormônios utilizados na agricultura e agropecuária também estimulam o câncer de mama, praticar atividade física regularmente,  não fazer uso de cigarro, alem é claro ter um parto natural e a amamentar seu filho.

Afinal, o parto natural estimula a produção hormonal na medida e na hora certa, para que a mulher tenha uma amamentação eficaz e assim reduza a sua chance de ter um câncer de mama no futuro.



quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O consumo de cerveja preta aumenta a produção de leite?



O ato de amamentar é um dos mais importante que uma mulher durante a primeira infância de seu filho, porque é quando ela doa muito mais do que nutrientes: doa amor, carinho, afeição, como já citei em Amamentação: o resgate do poder feminino.

Isso ocorre porque, durante a amamentação, o corpo feminino libera uma quantidade enorme de ocitocina. Os hormônios são os responsáveis pela manifestação das nossas emoções. Assim, a ocitocina é responsável pela manifestação do amor, o que também o torna responsável pelo vinculo entre mãe e filho.

Então, um ato transcendental como a amamentação, também é cercado por inúmeros mitos, dentre os quais podemos citar: "que o consumo de cerveja preta aumenta a produção de leite".

Propaganda de cerveja como um estimulante para a lactação no fim do século 19

Este mito nasceu quando uma industria de cerveja norte-americana divulgou que o salsodinol, um dos componentes da cerveja escura, estimularia a produção de prolactina, hormônio responsável pela produção de leite.

Somente após muitas pesquisas descobriu-se que esta substância não tem efeito na produção de leite.O que comprova que, o ato de beber cerveja durante a amamentação, é um mito.

O que realmente faz a mulher produzir uma quantidade maior de leite é ingerir água, ou seja, liquido.

Muito tempo se passou e este mito, além de se manter como uma verdade, foi reforçado, pois inúmeras mulheres acham mais prazeroso, ingerir bebida alcoólica (cerveja), do que água ou suco natural, afinal tudo é liquido.

Mas quais as consequência deste ato: a ingestão de bebida alcoólica durante a amamentação?

O álcool contido na cerveja e em outras inúmeras bebidas alcoólicas, quando ingerido por nutrizes ( mulheres que estão amamentando), interfere na qualidade e sabor do leite produzido.

Isso ocorre, porque o leite é produzido glândulas mamárias da seguinte forma: o sangue materno passa por estas glâdulas, há um aumento na produção de prolactina que age na transformação de sangue em leite. Assim, a mesma quantidade de álcool circulante no sangue materno estará presente em seu leite.

Quantidade de álcool contido no sangue de um individuo de 70kg e seus efeitos:
Quantidade de álcool por litro de sangue (em gramas)*
Efeitos
0,2 a 0,3 g/l - equivalente a um copo de cerveja, um cálice pequeno de vinho, uma dose de uísque ou outra bebida destilada
As funções mentais começam a ficar comprometidas. A percepção da distância e da velocidade são prejudicadas
0,3 a 0,5 g/l - dois copos de cerveja, um cálice grande de vinho, duas doses de bebidas destiladas
O grau de vigilância diminui, assim como o campo visual. O controle cerebral relaxa, dando sensação de calma e satisfação
0,51 a 0,8 g/l - três ou quatro copos de cerveja, três copos de vinho, três doses de uísque
Reflexos retardados, dificuldades de adaptação da visão a diferenças de luminosidade, super estimação das possibilidades e minimização de riscos e tendência à agressividade
0,8 a 1,5 g/l - a partir dessa taxa, as quantidades são muito grandes e variam de acordo com o metabolismo, com o grau de absorção e com as funções hepáticas de cada indivíduo
Dificuldades de controlar automóveis, incapacidade de concentração e falhas na coordenação neuromuscular
1,5 a 2,0 g/l
Embriaguez, torpor alcoólico, dupla visão
2,0 a 5,0 g/l
Embriaguez profunda
5,0 g/l
Coma alcoólica
Fonte: www.alcoolismo.com.br

A tabela acima  faz uma relação entre a quantidade de bebida alcoólica ingerida e seus sintomas,  mas a quantidade de álcool circulante no corpo varia com a massa corpórea de cada individuo, ou seja, seu peso e estatura.

Vale lembrar, que existe um periodo de eliminação do alcool ingerido que varia com a quantidade consumida, então mesmo que a mulher não amamente em quanto faz uso da bebida alcoolica, anida é capaz de transferir o alcool pelo seu leite.

Sendo assim, mesmo que a mulher consuma um copo de cerveja e a quantidade de álcool no seu corpo seja minima, no momento da amamentação ocorre a transferência do álcool para o bebê, o teor alcoólico no sangue do recém-nascido torna-se muito maior, o que leva a criança a ficar embriagada e sonolenta, pois o álcool age diretamente no seu sistema nervoso central.

Como o bebê dorme com facilidade, depois da ingestão do álcool contido no leite materno, ele amamenta por um período menor, o que interfere em seu sistema imunológico, que está em processo de formação e necessita dos anticorpos materno, para se defender de microrganismos.

Acarreta, ainda, na diminuição da produção de leite, pois além de ingerir liquido a mulher necessita de estimulo para ter uma produção adequada de leite, ou seja, o bebê precisa sugar , como a criança dorme um periodo muito longo, não mama, e assim não estimula a produção do leite, ocorrendo o desmame precoce.

Segundo a pesquisa de Thomas Trotter, o desmame precoce aumenta o risco de alcoolismo na fase adulta. Isso porque, o álcool produz uma sensação de prazer, que se confunde com o sentimento de amor que é gerado no momento da amamentação, mas como a mesma foi interrompida ocorre uma carência deste sentimento o que leva o adulto ao alcoolismo.

Então, consumir bebida alcoólica durante o periodo da amamentação, não leva ao aumento da produção de leite, mas, o contrario, ao desmame precoce e este traz efeitos muito mais drásticos do que os demostrados na tabela; interfere na formação e nas tendencias de um novo ser humano.

Textos complementares de leitura:

Bebida alcoólica – Blog um pouco de luz

O álcool e seus efeitos na gestação – Blog gestando vidas

O álcool – Livro Drogas: da dependência à liberdade consciente

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Amamentação: O Resgate do Poder Feminino


Quando uma criança nasce, o primeiro cuidado é com a alimentação deste novo ser, ou seja, a amamentação.

A amamentação com certeza traz inúmeros benefícios tanto para mulher como para seu filho. Mas mesmo assim, muitas mulheres não amamentam, na qual relatam inúmeras dificuldades, entre elas, podemos citar: mastite, fissuras mamilares, tipos de mamilos, estética ou simplesmente porque o "leite secou", ou seja a mulher não consegue mais produzir leite materno.

A produção de leite ocorre da seguinte forma, a glândula hipófise, libera dois hormônios: a prolactina e a ocitocina.

A prolactina, age nos alvéolos mamários, que são células do interior dos seios que parecem pequenos cachos de uva. Assim, que o leite é produzido nos alvéolos, segue pelo interior do seio por uma rede de canais chamados ductos mamários. Eles terminam em pequenos reservatórios, os lóbulos mamários, que ficam bem abaixo das aréolas dos seios.


Após algumas mamadas do bebê, a hipófise libera outro hormônio a ocitocina, que é responsável pela descida do leite, ou seja, a liberação do leite para o bebê.

Este é um processo natural, que acontece com todos os mamíferos do planeta. Então, como algumas mulheres não conseguem produzir o leite?

Quem comanda toda produção de hormônios é a hipófise, uma glândula situada na base inferior do cérebro, que também comanda as nossas emoções, por isso, especialistas em amamentação dizem "que o leite materno é produzido na cabeça da mulher".

Se a hipófise é uma glândula que regula as emoções dos seres humanos, a produção de leite esta mais relacionada com o estado emocional da mulher do que fisiológico, pois fisicamente somos todas iguais.

Sendo assim, o estado emocional da mulher interfere na sua produção de leite, é lógico que muitas vezes isso é inconsciente. De todas as emoções que você pode imaginar, a que mais interfere na produção do leite materno, é a carência.

Isto mesmo! Pois, o ato de amamentar desenvolve na mulher sua capacidade de doação. E uma pessoa carente, acredita que lhe falta tudo, sendo assim, acredita que é ela que precisa receber e não doar, tornando a amamentação impossível.

É logico, que o fato de uma mulher não acreditar no seu poder de doação, é porque não acredita em si mesma, nos seu dons, suas virtudes, seus talentos, não se ama. Acredita ser inferior a outras pessoas e isso vem de anos de opressão do feminino, onde a mulher deixou de acreditar nela mesma.,

Então, o ato de amamentar resgata o poder que esta dentro de cada mulher, que foi excluído da essência feminina durante milhares de anos. O poder de acreditar em si mesma, de doar o que tem de melhor seu carinho, seu afeto e seu amor.

Sugestões de leitura:

Carência - Um pouco de Luz - Thamires Breda.